quinta-feira, 17 de novembro de 2011

2ª Lição - Conhecendo a Salvação


2ª Lição - Conhecendo a Salvação

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12).

I - O que é a salvação?
A princípio, pode-se afirmar que ela é o resultado da morte expiatória de Jesus Cristo, na cruz do Calvário, que livra o homem da condenação eterna, causada pelo pecado. Leia (Ef 1.7;2.1).

A salvação é:
1 - Um ato soberano de Deus. A salvação é um ato da soberana vontade de Deus, que em seu Filho nos reconciliou consigo mesmo. (2Co 5.18,19) diz: “E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados...”.

Observe que a salvação é a demonstração do grande amor de Deus em favor da humanidade, condenada pelo pecado. Leia (Rm 3.10, 11,23). Ela é oferecida a todos, sem exceção. Em Cristo, todos podem ser salvos, libertos, do pecado, tornando-se, assim, filhos de Deus. Leia (Jo 1.12).

2 - Um ato de infinita misericórdia de Deus. Você aprendeu que a salvação é um ato soberano do Senhor, porque só Ele pode salvar. É também, um ato da infinita misericórdia de Deus, porque é dada graciosamente, mediante a fé, e não através dos nossos próprios méritos ou boas obras. O próprio Criador tomou a decisão de reconciliar consigo o homem, que, pela desobediência, havia se afastado dele, tornando-se escravo do pecado e inimigo de quem o criara. 

Você precisa saber, também, que a sua salvação custou um alto preço: o sangue de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus (Jo 1.29), imolado pelos nossos pecados, na cruz do Calvário, conforme a profecia de Isaías 53. 4-7; porém aos homens foi concedida graciosamente, segundo a misericórdia infinita de Deus. Jamais você pagaria tal resgate para a sua salvação, pois ela não depende de qualquer mérito humano, nem de boas obras. Leia (Ef 2.8,9).

II - A necessidade da salvação.

No tópico anterior, você aprendeu que “todos pecaram” e o saláriodo pecado é a morte leia (Rm 6.23). Deste modo, todos necessitam da salvação. Todos precisam arrepender-se dos seus pecados, confessá-los a Deus e abandoná-los definitivamente, aceitando o Dom gratuito de Deus.

1- A origem do pecado. Como o pecado entrou no mundo? Como isto aconteceu? Em (Gn 1.26,27), lemos que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança e o colocou no jardim do Éden, para o lavrar e o guardar. Disse-lhe que de todo o fruto ele poderia comer, porém, daquele da árvore do conhecimento do bem e mal, o Senhor lhe proibiu que provasse, pois no dia em que o comesse, certamente morreria.

Tratava-se de uma prova de obediência, e Adão devia ser fiel ao Criador. Feito à imagem e semelhança de Deus, o homem possuía livre-arbítrio. Estava capacitado a discernir o bem e o mal, o certo e o errado; não era um robô nas mãos do Todo Poderoso. Obediência incondicional foi a exigência única imposta à criatura humana. Enquanto obedecesse, viveria. 

Todavia, apesar de usufruir as delícias do Éden e conviver em perfeita harmonia com o Criador, o homem, tentado, pecou e foi destituído da glória com que fora criado, perdendo, assim, a comunhão com Deus. Como representante da raça humana, ele transmitiu a toda sua descendência o estigma do pecado e a condenação da morte. 

A desobediência de Adão afetou toda a criação, a qual geme e chora sob o peso da maldição leia (Gn 3.6,17-19; Rm 8.22); nele todos pecaram, e por ele entrou a morte no mundo. A desobediência dele originou o pecado e condenou à morte toda a sua geração.

2 - A herança do pecado. Você aprendeu que a salvação é a obra redentora de Deus, por meio de seu Filho Jesus Cristo, que livra o homem da condenação eterna. Noutras palavras: salvação é a vida eterna em Cristo Jesus, visto que só Ele pode salvar o homem da condenação da morte eterna, causada pelo pecado do primeiro homem. 

Veja o que diz a Bíblia: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens; por isso, que todos pecaram” (Rm 5.12). Esta é uma revelação terrível! “A morte passou a todos os homens...” Deste modo, o pecado foi herança maldita deixada a todos os homens.

Como escapar desta condenação? Veja a importância da salvação: Você estava morto em delitos e pecados, conforme (Ef 2.1,5 e Cl 2.13); e nada podia fazer para escapar do juízo divino. Porém, Deus em seu Filho o libertou da condenação da morte eterna. Leia (Jo 5.24). Você, agora, não precisa temer o juízo final, pois Jesus, mediante a sua morte na cruz do Calvário, condenou o pecado e concedeu a vida eterna a todos quantos nEle crer. Leia (Rm 8.1). Cristo anulou, por sua morte e ressurreição, os efeitos do pecado, que é a morte eterna. O alvo foi atingido.

3 - Os efeitos do pecado. O pecado afetou o homem nas esferas física, mental, moral e espiritual leia (Rm 3.10-18). Os efeitos são todos negativos. Toda a causa tem suas conseqüências. Considere os efeitos detalhadamente:

a) A auto justificação, tipificada nas vestes de folha de figueira, ao perceber que tinham pecado (Gn 3.7);

b) O medo (Gn 3.8-10) registra pela primeira vez que a criatura, ao ouvir a voz do Criador, sentiu medo e escondeu-se;

c) A maldição sobre a terra e o trabalho, com pesados esforços físicos e dores, todos os dias de sua vida (Gn 3.17,18);

d) A morte. O homem retornaria ao pó da terra, do qual havia sido formado (Gn 3.19);

e) A expulsão do Éden, para que não comesse da árvore da vida e vivesse eternamente no pecado (Gn 3.22,23);

f) A violência e o homicídio, sendo Caim o primeiro assassino, pois matou seu irmão Abel (Gn 4.8). Desde então, a violência tem sido constante e a criminalidade aumenta cada vez mais;

g) A corrupção geral do gênero humano. A maldade do homem se multiplicou por toda a terra (Gn 6.5,11,12). Não obstante o castigo de Deus, pelo dilúvio, o homem não deixou de praticar a maldade;

h)Enfermidades. (Is 1.6) fala do estado lastimável do pecador.

III - Aspectos da salvação. 

São três os aspectos da salvação:

1 - Justificação. “Como se justificaria o homem para com Deus?” (Jó 9.2). O homem, morto em seus delitos e pecados, não tinha como justificar-se perante o Todo Poderoso. Porém, mediante a morte expiatória e substitutiva de Jesus, tornou possível a justificação do transgressor.

Como é possível isto? Veja: Justificação é um termo judicial que lembra um tribunal, onde Deus, o Supremo Juiz, absolve o pecador das suas transgressões e o declara justo, isto é, justificado. Desta forma, Deus, o ofendido, reconcilia consigo mesmo o homem, o ofensor. 

O que o homem não pode fazer, Deus o fez por ele. A justiça de Cristo, o Justo, é concedida ao ser humano, mediante a graça divina (Rm 5.17-19).

2 - Regeneração. Trata-se de uma mudança de condição: antes, no pecado, o homem era inimigo de Deus e servo do Diabo; agora, feito justo, pela justiça de Cristo que lhe foi concedida, ele se torna membro da família divina, adotado como filho de Deus (Jo 1.12). O homem, morto em seus delitos e pecados, nasce de novo. Este novo nascimento é efetuado pelo Espírito Santo em seu interior, mediante o arrependimento e a fé na graça divina leia ( Jo 3.3-8). O termo ilustra uma cena em família, da qual o transgressor fora banido, tornando-se inimigo dela. Mediante o seu arrependimento e o conseqüente perdão, ele é restaurado ao convívio familiar.

3 - Santificação. Uma vez restaurada a comunhão com Deus, o homem abandona as práticas pecaminosas do passado e separa-se (santifica-se) para o serviço do Senhor. A santificação é um ato do Espírito Santo, no interior do crente, que se reflete nos seus atos exteriores leia o que afirma a Bíblia em (2Co 5.17). Portanto, justificação, regeneração e santificação são os três aspectos simultâneos da salvação plena em Cristo Jesus. Pode-se então, afirmar que os resultados da salvação resumem-se em:

a) Possuir uma fé viva em Cristo (Gl 2.20; 3.11);

b) Obter vitória sobre o mundo e o pecado (1Jo 5.4,5);

c) Tornar-se membro da família de Deus (Ef 2.19).

Comece por evangelizar as pessoas com as quais você está mais relacionado, por exemplo: seus familiares, vizinhos, amigos, colegas de trabalho ou de escola, etc. Todos carecem da salvação e precisam de Jesus.

Peça a Deus que lhe ajude a ganhar o maior número possível de almas para Cristo. Lembre-se: você é uma nova criatura e pertence à família de Deus; convide outras pessoas a fazer parte dela também. Deus vai abençoar grandemente o seu trabalho evangelístico. Amém

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